quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Janeiro Roxo: UBS da Vila Coelho Dias faz Mutirão Contra a Hanseníase nesta quarta-feira, 23



A Unidade Básica de Saúde da Vila Coelho Dias realiza nesta quarta-feira, 23, Mutirão Contra a Hanseníase. A ação educativa, que acontecerá a partir das 08 horas, faz parte da Campanha Janeiro Roxo, mês determinado pelo Ministério Saúde, como de conscientização sobre a doença, e tem a coordenação do diretor da UBS, Jairo Lira, e segue orientação do prefeito Edvan Brandão de Farias (PSC), repassada ao secretário de saúde do município, farmacêutico-bioquímico, Silas Duarte de Oliveira.

A Semus mobilizou para a realização do Janeiro Roxo as equipes da Superintendência de Vigilância em Saúde, da Coordenação de Vigilância Epidemiológica e da Coordenação do Programa Municipal de Controle da Hanseníase.

Em 2016, o Ministério da Saúde oficializou o mês de janeiro e consolidou a cor roxa para campanhas educativas sobre a doença. A hanseníase coloca o Brasil em segundo lugar em número de casos, atrás apenas da Índia, o que demanda o esforço nacional dos formadores de opinião para que divulguem a campanha e informações sobre a doença, além de adotarem o laço roxo como sinal de alerta contra a doença.

O que é hanseníase?

É uma doença infecciosa e contagiosa, que causa manchas esbranquiçadas ou avermelhadas na pele. A pele também pode ter alteração da sensibilidade e o paciente não sente (ou tem sensibilidade diminuída) calor, frio, dor e mesmo o toque. É comum ter sensação de formigamento, fisgadas ou dormência nas extremidades (pés, mãos) e em algumas áreas pode haver diminuição do suor e de pelos. Atenção: o paciente pode ter dificuldades para segurar objetos, pode queimar-se e não sentir ou, por exemplo, perder os chinelos sem perceber. A doença pode provocar o surgimento de caroços e placas em qualquer local do corpo e diminuição da força muscular.

De onde vem a doença?

A hanseníase não é hereditária. É causada pelo bacilo Mycobacterium leprae e sua transmissão acontece de pessoas doentes sem tratamento para pessoas saudáveis, pelas vias aéreas superiores (tosse, espirro, fala).

Como é feito o diagnóstico da hanseníase?

O diagnóstico precisa ser feito o quanto antes. A doença pode ser diagnosticada em uma consulta médica em consultório ou ambulatório. O médico analisa lesões na pele com manchas (partes da pele podem não ter sensibilidade) e alterações neurológicas específicas (dormências e formigamentos). O serviço público de saúde em todo o Brasil oferece gratuitamente o tratamento. Importante: todas as pessoas que convivem ou conviveram com o paciente de hanseníase devem ser examinadas.

Hanseníase tem cura?

Sim, a hanseníase tem cura. Quanto mais cedo o tratamento, menores são as agressões aos nervos e é possível evitar complicações. O paciente que inicia o tratamento não transmite a doença a familiares, amigos, colegas de trabalho ou escola.

Como são feitos os exames?

Em muitos casos, os médicos dos serviços públicos de saúde especializados em hanseníase podem diagnosticar a doença apenas no exame clínico. Pacientes de hanseníase fazem exame dermatológico e exame neurológico.

Como é o tratamento?

O tratamento da hanseníase é simples. Em qualquer estágio da doença, o paciente recebe gratuitamente os medicamentos para ingestão via oral – os medicamentos destroem os bacilos. O tratamento leva de 6 meses a 1 ano. Se seguir o tratamento cuidadosamente, o paciente recebe alta por cura.




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